1 2 3 4
Mostrando postagens com marcador Luiz Nascimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luiz Nascimento. Mostrar todas as postagens

Especial Paulistão Parte 9 - Portuguesa

Hino da Associação Portuguesa de Desportos:




  • A criação da Portuguesa:

A Associação Portuguesa de Desportos foi fundada no dia 14 de agosto de 1920 a partir da fusão de 5 clubes de origens portuguesas que tinham sede em vários bairros da capital paulistana. Essa união deu-se em um contexto desfavorável do futebol paulista visto que os clubes já existentes estavam em atrito constante com a APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Porém, mesmo sob incertezas, Lusíadas FC, EC Lusitano, AA 5 de Outubro, AA Marquês de Pombal e Portugal Marinhense se uniram e fundaram a Associação Portuguesa de Esportes.

Tal fusão deu-se na Câmara Portuguesa de Comércio, na Rua São Bento. A data de 14 de agosto foi escolhida por ser marcante para o povo português, o famoso e glorioso dia da Batalha de Ajubarrota, quando as tropas portuguesas lideradas por Dom de Avis e Nuno Alváres Pereira derrotaram as tropas espanholas e conseguiram sua independência do Reino de Castela.

Primeiro brasão da Portuguesa


Já em 1920 a Portuguesa tentava filiar-se à APEA para a disputa do Campeonato Paulista. Porém, a APEA só aceitava na Primeira Divisão os clubes que lá já estivessem. Foi aí que a Portuguesa uniu-se à Associação Atlética Mackenzie, que entrava em decadência. A necessidade de uma sustentação por parte do Mackenzie e o vertiginoso crescimento e força da Portuguesa se uniram por 3 anos na disputa da Primeira Divisão do Campeonato Paulista.

Nos anos que se seguiram já sem o Mackenzie, a Lusa mudou o "Esportes" de seu nome por "Desportos", tornando-se enfim a atual Associação Portuguesa de Desportos. No início da década de 1920 a Portuguesa tinha em seu time Filó, filho de pai português (que foi presidente da Lusa) e mãe italiana, transferiu-se à Lazio, da Itália, em 1931 e foi campeão italiano em 1934. Ano esse em que foi convocado para a Seleção da Itália, por ser filho de mãe italiana. Na Copa do Mundo, atuou com o nome de Guarisi, seu sobrenome materno. Filó foi o primeiro brasileiro a conquistar uma Copa do Mundo, em 1934, pela Itália.

Ainda nesse período a Portuguesa contou com o uruguaio Conrado Ross, o primeiro estrangeiro a vestir a camisa da Lusa. Na época em que o Uruguai era uma das maiores potências do futebol, a Portuguesa vinha despontando como uma força do futebol brasileiro. Conrado Ross estreou na Rubro-Verde em 1923 e depois veio a ser técnico do clube. Dessa época também destaca-se o goleiro Mesquita, que defendeu a Seleção Brasileira na Copa Rocca de 1922. Outro goleiro de destaque e que defendeu a Seleção Brasileira, este na Copa do Mundo de 1938, foi Batatais.
  • O primeiro título paulista em 1935:
A primeira grande conquista da Portuguesa aconteceu em 1935, quando alcançou o título do Campeonato Paulista organizado pela APEA. A Lusa disputou o campeonato com mais 7 equipes chegando ao final da primeira fase empatada em pontos com o Ypiranga, uma das maiores forças do futebol paulista na época. Duas partidas-desempate foram realizadas. A primeira delas terminou empatada por 2x2, mas na segunda a Portuguesa mostrou sua força e goleou por 5x2, com gols de Adolfo, duas vezes, Paschoalino, Duílio e Carioca.

Carioca, aliás, foi o artilheiro do Campeonato Paulista de 1935 com 18 gols. Nesta edição, a Portuguesa disputou 14 jogos, vencendo 10, empatando 2 e perdendo apenas 2. O esquadrão rubro-verde era composto por Tadeu, Fiorotti, Gasperini, Duílio, Barros, Passerini, Guilherme, Frederico, Paschoalino, Carioca e Nicola.

  • O Bi-Campeonato Paulista em 1936:
O Campeonato Paulista de 1936 foi realizado com a participação de 7 equipes. Dessa vez a Portuguesa conquistou o título com muita facilidade, sem sequer precisar de partidas-desempate. Com 10 vitórias, um empate e apenas uma derrota, e desta vez vencendo o Ypiranga por 6x1 na última partida, a Lusa conquistou o bi-campeonato paulista. Carioca novamente foi o artilheiro do campeonato com 18 gols, à exemplo do ano anterior. O time da Portuguesa em 1936 era composto por Rodrigues, Fiorotti, Oswaldo, Gasperini, Duílio, Barros, Frederico, Mandico, Arnaldo, Carioca e Adolpho.

  • O polêmico vice-campeonato de 1940:
O técnico da Portuguesa em 1940 era o uruguaio Conrado Ross, jogador luso na década de 1920. A Lusa sagrou-se vice-campeã paulista ficando atrás apenas do Palestra Itália, sendo que venceu o próprio Palestra durante o campeonato por 3x1. Além dessa vitória, a Portuguesa venceu o São Paulo por 2x0 e o Corinthians por 3x1. Esse campeonato ficou marcado por polêmicas arbitragens em jogos do Palestra Itália contra o Corinthians e a Portuguesa Santista, partidas essas que terminaram com muita confusão.

A Portuguesa terminou o campeonato 3 pontos atrás do Palestra Itália. Na última rodada, o agora Palmeiras venceu o São Paulo por 4x1. O atacante Paulo, do tricolor, acusou o jogador Sidnei, do alvi-verde, de tê-lo oferecido 3 contos de réis pela vitória a mando do dirigente palestrino Higino Pellegrini. Os escândalos sobre as arbitragens e a possível compra de jogadores estamparam os jornais da época, mas a Portuguesa teve que se contentar com o vice-campeonato.

  • A gloriosa década de 1950:
Esse post sobre a Portuguesa tem como objetivo tratar de sua história no Campeonato Paulista, mas não há como falar da história da Lusa e da história do futebol brasileiro sem citar a melhor fase da Rubro-Verde em seus 90 anos com um dos melhores esquadrões do futebol mundial. A base da equipe lusa na década de 1950 era composta por Muca, Nena, Noronha, Ceci, Brandãozinho, Djalma Santos, Julinho, Nininho, Renato Pinga e Simão.

Crédito: Luiz Filho


Nessa época a Lusa sagrou-se bi-campeã do Torneio Rio-São Paulo - que oficialmente viria a se chamar ainda na década de 1950 de Roberto Gomes Pedrosa - nos anos de 1952 e 1955. Além desses títulos, a Portuguesa ainda foi condecorada com a Tri-Fita-Azul, por suas três excursões pelo exterior das quais voltou com uma invencibilidade superior a 10 jogos cada. Nessa época a Lusa jogou contra equipes como Real Madrid, Atlético de Madrid, Arsenal, Inter de Milão, Boca Juniors e etc.

Djalma Santos/Crédito: Nelson Custódia


A década gloriosa fez da Lusa um dos principais clubes do Brasil, levando Nena, Julinho Botelho, Brandãozinho e Djalma Santos à Copas do Mundo. A Lusa chegou a mandar 8 jogadores à Seleção Paulista e tinha costume de mandar em média 4 jogadores à Seleção Brasileira.

  • O vice-campeonato de 1960:
Mais uma vez as polêmicas com arbitragens afetaram a Portuguesa e sua trajetória rumo ao título paulista. A Lusa contava com um time fortíssimo, composto pelo goleiro campeão do mundo em 1970, Félix, sem contar com Nelson, Ditão, Odorico, Vilela, Juths, Jair da Costa ( que seria campeão da Liga dos Campeões e do Mundo com a Inter de Milão, tornando-se eterno ídolo do clube), Sílvio, Servílio, Didi e Nílson.

Pelé era o Rei; Ivair, o Príncipe.


O Santos de Pelé foi o campeão desta edição do Campeonato Paulista. A Portuguesa e o Santos disputaram "palmo a palmo" a liderança durante todo o certame. Porém, uma derrota da Lusa para o Noroeste na penúltima rodada do campeonato por 5x2 tirou a chance de título da rubro-verde. No entanto, muito se comentou sobre essa derrota, onde o árbitro da partida teria influenciado diretamente no resultado do jogo. Como sempre, nada foi comprovado e a Portuguesa teve de se contentar com o vice-campeonato.

  • O título dividido em 1973:
Entre a torcida da Portuguesa é quase unânime que a Rubro-Verde sempre luta contra tudo e contra todos nos campeonatos que disputa. A história mostra que a Lusa tem um repertório longo de erros de arbitragens e decisões de bastidores contra sua sorte. Em 1973 não poderia ser diferente. Um dos campeonatos mais marcantes e inesquecíveis da história teve como campeões dois times, a Portuguesa de Enéas e o Santos de Pelé.

Após a clássica "Noite do Galo Bravo" em 1972, quando o maior presidente da história da Portuguesa, Oswaldo Teixeira Duarte, demitiu 5 jogadores "de peso" e reformulou o elenco para a temporada seguinte (entre os demitidos estavam Marinho Perez, Piau, Hector Silva, Lorico e Ratinho), a Lusa entrou no campeonato que foi disputado por 12 clubes e dividido em 2 turnos. O Santos foi campeão do primeiro turno e a Lusa do segundo. Como mandava o regulamento, ambos se enfrentariam para decidir o título.

O título foi decidido no dia 26 de agosto de 1973 no estádio do Morumbi. As duas torcidas dividiram as arquibancadas do estádio Cícero Pompeu de Toledo e bateram um recorde de púlico na época, com 116.156 pagantes. Durante o tempo regulamentar o placar não foi alterado. Porém, o árbitro Armando Marques anulou um gol legítimo de Cabinho na segunda etapa, que daria o título à Lusa.

Não bastasse essa polêmica, Armando Marques "errou" na contagem de penaltis e acabou decretando o Santos como campeão sendo que ainda haviam cobranças a serem feitas. O inteligente técnico luso Otto Glória levou os jogadores direto para o ônibus e tirou toda a delegação do Morumbi. Quando o árbitro quis que as cobranças fossem feitas novamente, não encontrou mais os jogadores da Rubro-Verde nos vestiários. Não restou um outra opção a não ser dividir o título.

O esquadrão verde-encarnado era composto por Zecão, Cardoso, Pescuma, Calegari, Isidoro, Badeco, Basílio, Antônio Carlos, Enéas, Cabinho e Wilsinho.

  • Os vice-campeonatos de 1975 e 1985:
Nesses dois anos a Portuguesa sagrou-se vice-campeã paulista perdendo para o São Paulo na final. Após disputar 32 jogos, em um campeonato inchado e muito longo, Lusa e Tricolor decidiram o certame em duas partidas no Morumbi. A primeira partida foi marcada pela vitória são-paulina por 1x0, com um gol de Pedro Rocha no final da primeira etapa. Já no segundo jogo, a Lusa venceu no tempo regulamentar com um gol de Enéas aos 31 minutos. A decisão foi para a prorrogação e consequentemente para os pênaltis, onde prevaleceu a experiência e o preparo físico dos tricolores, sem contar com a catimba do goleiro Valdir Perez.

Lusa: Zecão, Cardoso, Mendes, Calegari, Isidoro, Badeco, Dicá, Antônio Carlos, Enéas, Tatá e Wilsinho.

Já em 1985, a Portuguesa teve de se contentar com o vice-campeonato mesmo tendo feito mais pontos que o São Paulo ao final do certame. A Lusa totalizou 52 pontos contra 51 do Tricolor. Vale lembrar que a Portuguesa só perdeu 4 partidas das 36 disputadas no campeonato, vencendo o primeiro turno e ficando em segundo lugar no segundo. As duas partidas da final foram vencidas pelo São Paulo, 3x1 e 2x1. Vale lembrar que os dois jogos finais foram marcados por muita polêmica e fortes indícios de influência da arbitragem no resultado das partidas.

Lusa: Serginho, César, Luís Pereira, Eduardo, Albéris, Célio, Toninho, Edu Marangon, Toquinho, Luís Muller e Esquerdinha.

  • A década de 90 e suas injustiças:
A década de 90 começou com o despontar de Dener, Sinval e Tico, que se sagraram campeões da Copa São Paulo de Juniores de 1991, passando pelo vice-campeonato brasileiro em 1996 com Zé Roberto, Rodrigo Fabri, Capitão, Caio e Alex Alves, chegando ainda às semifinais do Brasileirão de 1998. E foi no ano de 1998 onde a Portuguesa sofreu com uma das maiores injustiças do futebol brasileiro.

As arbitragens tendenciosas que sempre foram criticadas pela torcida rubro-verde fizeram-se claras no apito de Castrilli na semifinal do Paulistão daquele ano. Na segunda partida da decisão de quem ficaria com uma das vagas à final, o árbitro argentino - que já estava em final de carreira - marcou dois pênaltis duvidosos a favor do Corinthians, sendo o segundo descaradamente absurdo. O zagueiro Émerson matou a bola, claramente, no peito dentro da área e o mal intencionado juiz marcou pênalti que Rincón converteu, tirando a Lusa do campeonato. Essa partida ficou marcada na história do futebol nacional como um dos maiores escândalos envolvendo arbitragem no país.

Lusa: Fabiano, Alex, Émerson, César, Augusto, Carlinhos, Simão, Alexandre, Evandro, Leandro Amaral e Evair.

  • O pior ano da história e a volta por cima:
Em 2006 a torcida da Portuguesa viu seu clube atravessar sua pior fase desde o início em 1920. A Lusa acabou sendo rebaixada no Campeonato Paulista, mais precisamente na última rodada com uma derrota para o Santos, que naquele jogo sagrou-se campeão paulista. Já na Série B do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, a Portuguesa safou-se do rebaixamento à Série C na última rodada com uma emocionante vitória sobre o Sport na Ilha do Retiro.

O ano de 2007 ficou marcado como o ano da "volta por cima" da Rubro-Verde do Canindé. Disputando a Série A2 do Campeonato Paulista pela única vez em toda a sua gloriosa história, a Portuguesa acabou retornando à elite do futebol paulista com tranquilidade, liderando o campeonato de ponta a ponta e sagrando-se campeã em pleno estádio do Canindé, o que jamais havia acontecido. A final foi contra o Rio Preto às 10 horas da manhã de um domingo, quando a torcida lusitana lotou o estádio do Canindé para ver a recuperação de seu time.


Na Série B deste mesmo ano, a Lusa conquistou o acesso e carimbou sua volta à Série A sendo 3ª colocada e revelando jogadores que posteriormente foram vendidos para o exterior como Diogo, Leonardo e Joãozinho, sem falar do goleiro-artilheiro Thiago.

  • As duas "batidas na trave":
Há dois anos seguidos a Portuguesa tenta classificar-se às semifinais do Paulistão. Em 2009, a Portuguesa ficou na 5ª colocação da competição, não se classificando apenas por ter tido um saldo se gols inferior ao do Santos (um gol de diferença). Fora isso, houve uma polêmica muito grande em torno do zagueiro Jean Rolt, da Ponte Preta, responsável por um pênalti a favor do Santos nos mintuos finais do último jogo da primeira fase do campeonato. Com esse gol a equipe do litoral se calssificou às semifinais e a Lusa ficou de fora. O presidente da Portuguesa, Manuel da Lupa, tinha provas em mãos a respeito de uma "compra" do zagueiro por representantes do Santos, inclusive com gravações de conversas. Porém, o assunto foi abafado.

Já em 2010, a Portuguesa novamente bateu na trave no que se refere às classificação às semifinais. A Lusa terminou o campeonato na 6ª colocação, mas foi à última rodada com chances de acesso, mas acabou perdendo de virada em pleno Canindé, deixando a classificação escapar das mãos, sem contar com uma derrota desastrosa para o Grêmio Prudente também sob seus domínios. Vale lembrar que nas duas últimas Séries B do Campeonato Brasileiro, a Portuguesa ficou na 5ª colocação e por muito pouco não se classificou.

  • Maiores ídolos do clube:
Maiores Jogadores: Enéas, Djalma Santos, Julinho Botelho, Brandãozinho, Jair da Costa, Nena, Leivinha, Ivair, Dener, Dicá, Zé Roberto, Rodrigo Fabri, Leandro Amaral, Capitão, Bentinho, Paulinho McLaren, Zé Maria, Servílio, Luís Pereira, Félix, Ditão, Rodolfo Rodrigues, Orlando, Zenon, Ipojucan, Marinho Perez...

Maiores Técnicos: Otto Glória, Oswaldo Brandão, Aymoré Moreira, Jair Picerni, Candinho, Zagallo, Mário Travaglini, Nena, Poy...

  • Canindé:
Estádio Dr. Oswaldo Teixeira Duarte
Inauguração: Portuguesa 1x3 Benfica (09/02/1972)
Recorde de Público: 25.312 (Lusa x Cruzeiro em 09/12/1998)
Capacidade Atual: 21.000


  • Títulos:
- Conquistas Internacionais:

- Taça San Isidro (Espanha) em 1951
- Tri-Fita-Azul em 1951, 1953 e 1954

- Conquistas Regionais:

- Bi-Campeã do Rio-São Paulo em 1952 e 1955

- Conquistas Estaduais:

- Tri-Campeã Paulista em 1935, 1936 e 1973
- Campeã Paulista da Série A2 em 2007
- Torneio Início em 1935, 1947 e 1996
- Taça São Paulo em 1973
- Taça Governador do Estado em 1976

- Futebol Feminino:

- Campeã Paulista em 1998 e 2000
- Campeã Brasileira em 2000


Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais

Especial Paulistão Parte 8 - Ponte Preta

Hino da Associação Atlética Ponte Preta:



No ano de 1870 tiveram início as obras para a construção da Ferrovia Campinas-Jundiaí. Já em território campineiro foi preciso que se construísse uma ponte para que o caminho dos trilhos tivesse prosseguimento. Naquela época, tais pontes eram feitas de madeira e, para que elas se conservassem, recebiam piche, ficando completamente pretas. Em conjunto com a ferrovia crescia a cidade de Campinas e os arredores dessa ponte acabaram se tornando um bairro da cidade, bairro esse que recebeu o nome de Ponte Preta, já que a mesma despertava a atenção de todos ainda mais em um tempo onde a ferrovia era um sinal do grande progresso chegando.

O bairro surgiu oficialmente no ano de 1872. Alunos de um famoso colégio da cidade, o “Culto à Ciência” traziam da capital paulista um esporte que vinha se difundindo muito no centro do estado: o futebol. Esses alunos conseguiram um terreno no bairro Ponte Preta onde passaram a jogar e difundir tal esporte. O futebol difundiu-se tanto entre os alunos e os cidadãos de Campinas que em 6 de agosto de 1900 foi fundada a Associação Atlética Ponte Preta, segundo mais velho clube de futebol do Brasil, ficando atrás apenas do Sport Club Rio Grandense por 23 dias.

Há que se levar em conta um certo pioneirismo da Ponte Preta na criação de clubes de futebol no Brasil e, no caso, no estado de São Paulo. Até por isso, suas duas primeiras décadas de vida foram marcadas por jogos contra equipes da própria cidade de Campinas, mas sem disputar campeonatos pré-formulados e organizados. O futebol ia ganhando forma no estado, mas as ligas associações de futebol começavam a surgir apenas na capital, mantendo uma certa distância do interior paulista. Na década de 30 essa aproximação começou a acontecer concomitantemente com a presença da Liga Campineira de Futebol.

Dicá, o maior ídolo do clube


Já na década de 1940, mais precisamente no ano de 1942, a Federação Paulista de Futebol, sucedendo a Liga Paulista, deu início ao primeiro Campeonato do Interior. O campeonato só era disputado após eliminatórias realizadas em cada região do estado de São Paulo. A Ponte Preta sagrou-se Campeoníssima da Região de Campinas, mas foi eliminada duas fases à frente pelo Rio Claro, perdendo por 3x2.

No ano de 1948 foi inaugurado o estádio Moisés Lucarelli, na época com capacidade para 35 mil espectadores. O estádio alvi-negro foi construído a partir de doações de materiais de construção feitas por torcedores e apaixonados pelo clube. O estádio ficou conhecido como Majestoso por ser o terceiro maior do país na época de sua inauguração, ficando atrás apenas do Pacaembu e de São Januário. Após a construção do estádio, a Ponte Preta começou uma fase nova de vitórias. No ano de 1951 consegue o título da Segunda Divisão do Campeonato Paulista garantindo vaga na elite do futebol de São Paulo.

A Ponte Preta permanece na elite do futebol paulista até o ano de 1960, quando retorna à Segunda Divisão, voltando à elite apenas em 1969, quando se sagra campeã da Divisão Especial. Em 1970, a macaca campineira ficou com o vice-campeonato do Paulistão daquele ano, ficando atrás apenas do São Paulo. Tal feito seria repetido em 1977, quando perdeu a final para o Corinthians no Morumbi com um gol de Basílio encerrando o jejum corinthiano que perdurava por 23 anos. Essa final ficou marcada por muita polêmica envolvendo a expulsão do atacante pontepretano Rui Rei.

Esquadrão da Ponte Preta Vice-Campeã Paulista de 1977


Dois anos mais tarde a Ponte Preta novamente seria vice-campeã paulista, e novamente tendo o Corinthians como campeão. Quando os torcedores pontepretanos pensavam que a macaca iria enfim conquistar um título paulista em 1981, quando novamente chegou à final, viu sua equipe novamente conquistar o vice-campeonato, e mais uma frente frente ao São Paulo. Nesse mesmo ano a Ponte Preta chegou às semifinais do Campeonato Brasileiro, sendo eliminada pelo Grêmio de Porto Alegre.

Por falar em semifinais, a Ponte Preta também foi vice-campeã da Copa do Brasil de 2001, sendo eliminada pelo Corinthians depois de passar por Castanhal, Gama, Remo e Fortaleza. A última boa campanha da Ponte Preta aconteceu em 2008, no Campeonato Paulista, quando novamente sagrou-se vice-campeã, dessa vez perdendo a final para o Palmeiras.

  • Maiores Ídolos:

Dicá, Carlos, Oscar, Polozzi, Juninho, Waldir Peres, Sérgio Guedes, Washington e Luis Fabiano.

  • Dérbi:

O maior rival de toda a história da Ponte Preta possui sua sede a menos de 1 km de distância do estádio Majestoso, trata-se do Guarani. Macaca e Bugre são protagonistas do maior clássico do interior paulista, o famoso dérbi campineiro. O primeiro dérbi da história foi disputado em 24 de março de 1912. Seu resultado, segundo pontepretanos, foi de 1 a 0 para a Ponte, embora os bugrinos afirmem ter sido empate por 1 a 1. Dois dérbis já definiram a classificação de uma das duas equipes de Campinas à final do Campeonato Paulista. Em 1979 e 1981, a Ponte Preta levou a melhor sobre seu maior rival e foi às finais do Paulistão.

À frente o Brinco de Ouro da Princesa,
ao fundo o Majestoso.

Ao todo, Ponte Preta e Guarani já disputaram 185 dérbis, sendo que o Guarani leva uma ligeira vantagem com 65 vitórias frente a 58 da Ponte Preta, sendo que o empate aconteceu em 61 oportunidades.


  • Curiosidades:


- A Ponte Preta foi a primeira equipe do Interior do país a disputar um campeonato nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, vindo a ser também a primeira equipe do interior no Campeonato Brasileiro, em 1971.

- A Ponte Preta é o time do interior que chegou a mais decisões do Campeonato Paulista, por 5 vezes.

- As maiores goleadas da Ponte Preta em jogos oficiais foram 8 a 1 contra a Ferroviária (Campeonato Paulista de 1994) e 8 a 1 contra o Castanhal-PA (Copa do Brasil de 2001).

- O recorde de público oficial do Majestoso é de 34.985, em vitória sobre o São Paulo em 1976, mas especula-se, que numa partida realizada entre a Ponte e o Santos em 1970, na qual os portões foram arrombados, tenham estado presentes cerca de 40.000 pessoas.

- Em 1978, a Ponte Preta cedeu três atletas para a Seleção Brasileira de Futebol disputar a Copa do Mundo.

- A despedida do maior jogador de todos os tempos, Pelé, dos gramados do futebol brasileiro se deu numa partida entre Associação Atlética Ponte Preta e Santos Futebol Clube, com vitória do Santos.

- O mascote da Ponte é a Macaca. O apelido é utilizado no feminino pois se trata da Associação Atlética, substantivo feminino. Outras torcidas do interior se referiam à torcida da Ponte como Macacos pois eram vistos como arruaceiros.

- A história conta, entre os torcedores da Ponte Preta, de que sempre que o trem passa apitando pela linha ferroviária que se localiza atrás do estádio, a equipe toma um gol.


Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais

Especial Paulistão Parte 7 - Botafogo de Ribeirão Preto


Hino do Botafogo Futebol Clube:



O Botafogo Futebol Clube foi fundado no dia 12 de novembro de 1918 em uma época onde cada bairro da cidade de Ribeirão Preto era representado por um clube, porém, cada bairro possuía até mais de um time. A Vila Tibério agregava 3 equipes, o União Paulistano, o Tiberense e o Ideal Futebol Clube. Como o bairro não era tão grande, seus melhores jogadores acabavam se espalhando e se dividindo entre as três equipes, fazendo com que a Vila Tibério não tivesse um time à altura dos maiores de Ribeirão Preto, como o Comercial, o Operário, o Itália, o Atlântico e o ‘Força e Coragem’.

Representantes do Ideal Futebol Clube propuseram uma reunião com integrantes das outras duas equipes da Vila Tibério discutindo uma fusão das três equipes em apenas uma força que representaria o bairro. Todos estavam de acordo com a unificação, porém, o nome deste novo clube ainda não havia sido definido. Reza a lenda de que após muita discussão e horas de reunião para se definir um nome para a equipe, um dirigente teria se levantado irritado dizendo que botaria fogo em todos os documentos da unificação e que a fusão seria desfeita. Tal acontecimento deu origem ao nome do clube, já que nas primeiras décadas do século, o Botafogo do Rio de Janeiro era um dos clubes mais famosos do Brasil e todos concordaram em homenagear o time carioca na hora de batizar a nova associação.

Estádio Luis Pereira, do Botafogo, mais conhecido como ‘Campo da Vila Tibério’

O primeiro jogo do Botafogo aconteceu na cidade de Franca, com uma vitória sobre o Esporte Clube Fulgêncio por 1x0. A festa foi completa em Vila Tibério, onde os moradores tomaram as ruas para comemorar ao lado do presidente Gagliano e dos diretores do clube. O primeiro grande título do clube foi conquistado em 1927, quando o Botafogo sagrou-se Campeão do Interior, título que deu muita visibilidade e força ao clube na cidade de Ribeirão Preto, já que a outra equipe mais conhecida e antiga da cidade, o Comercial, nunca conseguiu esse título.

Em 1956, a equipe tricolor sagrou-se campeã do Centenário de Ribeirão Preto ao vencer o Comercial por 4x2, no mesmo ano tornou-se a primeira equipe do interior a receber a Taça dos Invictos ao disputar 19 partidas sem uma derrota sequer e ainda sagrou-se campeã da Segunda Divisão do Campeonato Paulista garantindo vaga à elite do futebol estadual. No dia seguinte ao título foi decretado ponto facultativo pela Prefeitura de Ribeirão Preto e o comércio e a indústria paralisaram suas atividades a partir do meio dia, para que todos se dirigissem ao Aeroporto Leite Lopes, recepcionando os heróis do acesso.

Esquadrão do Botafogo em um Come-Fogo de 1972

No ano de 1962 o clube fez uma excursão à Argentina onde alcançou 9 vitórias, 3 empates e apenas 2 derrotas. O maior feito do tricolor de Ribeirão Preto foi derrotar o Boca Juniors em pelo estádio de La Bombonera por 2x1. Após essa viagem internacional, o Botafogo ficou conhecido como o “Pantera das Américas”, já que seu mascote sempre foi uma pantera.

Em 1977, o Botafogo fez uma campanha fantástica no Campeonato Paulista sagrando-se campeão do primeiro turno e levantando a Taça Cidade de São Paulo, onde a equipe de Ribeirão Preto revelou um de seus maiores ídolos e um dos maiores jogadores do futebol brasileiro: Sócrates.

Ao centro, Sócrates, um dos maiores ídolos do Pantera

A ótima fase da equipe só voltaria na década de 90, quando o clube sagrou-se vice-campeão da Série C do Campeonato Brasileiro em 1996, vice-campeão da Série B do Campeonato Brasileiro em 1998, disputando a elite do futebol brasileiro em 1999 e participando do Módulo Amarelo da Copa João Havelange em 2000. No ano seguinte o Botafogo foi vice-campeão paulista, perdendo para o Corinthians na final.

Raí, outro ídolo botafoguense

Devido a polêmicos problemas com supostas escalações irregulares de jogadores, em 2005, a equipe de Ribeirão Preto foi rebaixada à Série A3 do futebol paulista em mais um dos tantos casos de “tapetão” que ocorreram ao longo da história do Estadual. Em 2006 a equipe conseguiu retornar à Série A2, voltando à elite do futebol paulista em 2008. Em 2010 o tricolor garantiu vaga à Série D do Campeonato Brasileiro e sagrou-se Campeão do Interior ao vencer o São Caetano por 1x0 na final.

  • Curiosidades:
- O Botafogo possuiu dois estádios ao longo de sua história, sendo o primeiro e o mais antigo deles o Luís Pereira, mais conhecido como Campo da Vila Tibério, um dos primeiros estádios a receber jogos oficiais em Ribeirão Preto e sede dos primeiros e mais memoráveis clássicos Come-Fogo da cidade de Ribeirão Preto. O estádio foi inaugurado em 1924 e tem capacidade para receber cerca de 15 mil pessoas.

- O “Pantera da Mogiana”, como é conhecido na região, também é dono do estádio Santa Cruz, o terceiro maior estádio particular do Brasil e 37º maior do mundo, com capacidade para receber 50 mil espectadores apesar de atualmente só ser liberado para um público de 28 mil pessoas. O Santa Cruz foi inaugurado em 1968 com uma goleada botafoguense por 6x2 sobre a Seleção da Romênia.

- O Come-Fogo, como é apelidado o clássico entre os dois maiores times da cidade de Ribeirão Preto, Comercial e Botafogo, é um dos mais tradicionais clássicos do interior de São Paulo, ficando atrás somente de Guarani e Ponte Preta. No total já aconteceram 132 jogos oficiais e profissionais entre as duas equipes, com 54 vitórias do ‘Pantera’ e 29 vitórias do ‘Bafo’, com 49 empates.

- As maiores revelações do Botafogo para o futebol brasileiro e conseqüentemente seus maiores ídolos são: Paulo Egídio, Zé Mário, Baldochi, Geraldão, Sócrates, Boiadeiro, Eurico, Raí, Doni, Leandro, Cicinho, Bordon, entre outros.

  • Títulos:
- Campeão do Interior Paulista em 1927
- Campeão Regional em 1928
- Campeão Profissional do Interior em 1955
- Campeão do Interior (Lei de Acesso) em 1956
- Campeão do Centenário de Ribeirão Preto em 1956
- Primeiro Detentor do Interior da Taça dos Invictos em 1956
- Campeão Paulista do Torneio Início em 1957
- Bi-Campeão do Torneio Argentina em 1962 e 1971
- Campeão Pentagonal na Guatemala em 1966
- Campeão do Torneio Internacional da Argentina em 1969
- Campeão do Sesquicentenário da Argentina em 1972
- Campeão do Paulistinha 1974
- Cameão do Torneio Vicente Feola em 1976
- Campeão da Taça Cidade de São Paulo em 1977
- Campeão da Taça de Prata do Campeonato Brasileiro em 1983
- Vice-Campeão Brasileiro da Série C em 1996
- Vice-Campeão Brasileiro da Série B em 1998
- Vice-Campeão Paulista em 2001
- Campeão Paulista da Série A3 em 2006

Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais

Especial Paulistão Parte 5 - Paulista de Jundiaí

O Jundiahy Foot Ball Club foi fundado em 1903 pelo escocês Thomas Scott, clube este que era destinado aos trabalhadores da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.
Hino do Paulista Futebol Clube:



Porém, 6 anos mais tarde, em substituição ao Jundiahy, seria fundado o Paulista Futebol Clube, mais precisamente no dia 17 de maio de 1909. Nos anos que sucederam sua fundação, o clube realizava jogos de futebol esporadicamente sendo que ainda não haviam competições oficiais. O time de futebol era composto por funcionários da companhia e/ou sócios do clube.

No ano de 1919, o Paulista torna-se filiado da Associação Paulista de Esportes Athléticos (APEA), tendo o direito de disputar o Campeonato do Interior, que à época era composto por Ponte Preta, Guarani, Rio Claro, XV de Piracicaba, Comercial, Taubaté e Corinthians Jundiaiense. Em seu primeiro ano na competição, o Paulista já chegou à final, porém, sendo derrotado pelo Clube Atlético Paulistano por 5x4, no Pacaembú.

Esquadrão do Paulista na década de 1920


Vale lembrar que a partir de 1913 o Paulista mandava suas partidas em um campo localizado no bairro de Vila Leme, em Jundiaí. No ano de 1928, o campo recebeu iluminação elétrica financiada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro. No mesmo ano, o Paulista transferiu-se da APEA para a LAF (Liga de Amadores de Futebol), no entanto, dois anos mais tarde a Liga foi desfeita e o Paulista viu-se obrigado a filiar-se novamente à APEA, onde permaneceu até a fundação da Federação Paulista de Futebol.

No início dos anos 40, o então presidente do clube Sidney John Normanton anunciou o lançamento da pedra fundamental do estádio “Engenheiro Jayme Pinheiro de Ulhoa Cintra”, nome que homenagearia um dos principais incentivadores do clube, porém, devido à retração econômica da época, o projeto teve de ser paralisado.

Esquadrão do "Galo da Japí" em 1940

No ano de 1948, a Federação Paulista de Futebol fez valer a “Lei do Acesso”, insturando a Divisão Intermediária, a oficial Segunda Divisão do Campeonato Paulista. O Paulista passou a representar não só seus associados e a companhia ferroviária, mas a cidade de Jundiaí ao passo que ingressou na Divisão Intermediária. Esse mesmo ano marcou a profissionalização definitiva do Paulista Futebol Clube.

Ao mesmo tempo em que o time entrava em competições regulares e oficiais, o clube buscava um outro terreno para a construção do estádio, que foi inaugurado apenas no ano de 1957, em um amistoso do Paulista com o Palmeiras, jogo este vencido pela equipe interiorana por 3x1. Apenas no ano de 1968 o Paulista conseguiu o acesso à elite do futebol paulista após uma seletiva final em que enfrentou Francana, Ferroviário de Araçatuba, Ponte Preta, Bragantino e Barretos.

Estádio Dr. Jayme Cintra, inaugurado em 1957, hoje tem capacidade para 15 mil espectadores/Foto: Rogério Miranda

O Paulista de Jundiaí permaneceu na Primeira Divisão do Campeonato Paulista por 10 anos seguidos, sendo rebaixado apenas em 1978, mas retornando em 1984. Este acesso é considerado histórico pelos adeptos mais antigos do Paulista, já que o clube passava por um período financeiro muito complicado onde o encerramento das atividades era uma opção latente.

O então presidente Josep Pfulg foi responsável pela retomada de força do Paulista realizando várias obras no estádio, sanando as finanças do clube com aporte de recursos publicitários de sua empresa (Vulcabrás), além de recursos próprios, restaurando a credibilidade do clube e equacionando graves problemas fiscais e trabalhistas.

Com a nova queda no ano de 1986, o Paulista viu na aliança com empresas privadas a única solução para sua sobrevivência e prosperidade. A primeira empresa a se aliar ao clube foi a Magnata, mas nesse período pouca coisa mudou no futebol. Em 1995, a Lousano juntou-se ao Paulista, que na época estava na Série A3 do futebol paulista e conseguiu o acesso à A2. Tal parceria ficou marcada pelos investimentos e valorização das categorias de base, visto que o Paulista venceu o Copa São Paulo de Juniores em 1997.

No ano seguinte a equipe passa a aliar-se à Parmalat, que altera o nome do clube para Etti Jundiaí, fato que desagradou a maior parte da torcida. Porém, dentro de campo a parceria deu certo, a equipe sagrou-se campeã da Série A2 do Paulistão e da Série C do Brasileirão em 2001. Em 2002 a parceria foi desfeita e o clube ficou com a herança do nome de Jundiaí Futebol Clube, sendo alterado por força expressiva da torcida em um plebiscito para Paulista Futebol Clube, seu nome de origem.

Vale lembrar que mesmo sem uma aliança à empresas privadas o Paulista chegou à final do Campeonato Paulista da Série A1 em 2004, sagrando-se vice-campeão ao perder para o São Caetano na final, no Pacaembú. No ano seguinte, a equipe comandada pelo técnico Vágner Mancini conseguiu superar Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e Fluminense, sagrando-se campeão do Copa do Brasil e garantindo baga na Libertadores do ano seguinte. Na competição internacional o Paulista não passou da primeira fase, mas conseguiu um feito que até hoje é lembrado e entrou para a história do clube, uma vitória sobre o River Plate por 2x1 na Argentina.

No ano de 2006 o Paulista só não conseguiu acesso à Série A do Campeonato Brasileiro por ter um saldo de gols menor que o do América-RN, já que a pontuação de ambas as equipes foi a mesma. Em janeiro de 2007 o Paulista passou a fazer parte do projeto Campus Pelé, um projeto de estímulo aos jovens jogadores brasileiro. O Paulista é um dos pilares do projeto, sendo os outros: construção do CT Campus Pelé (Jundiaí), utilização da marca Pelé, parceria com um clube europeu, o FC Lausanne Sport (Suíça), e incorporação do Litoral Futebol Clube (Santos).
É sempre bom lembrar que o Paulista Futebol Clube é uma instituição centenária do futebol brasileiro, completando 100 anos no dia 17 de maio de 2009.

  • Curiosidade:

A rivalidade existente nos campeonatos amadores da cidade, sobretudo entre Paulista e o Comercial, nos anos 40 rendeu a história de que, em um jogo disputado no estádio da Vila Leme, a torcida do Paulista atirou um galo no campo. Como estavam perdendo o jogo, os jogadores comercialinos trataram logo de iniciar uma verdadeira caça a ave, proporcionando cenas hilárias e inesquecíveis. Os torcedores do Paulista, é claro, passaram a torcer pelo Galo. Hoje o clube é apelidado como Galo da Japí.

  • Títulos:
- Tetra-Campeão do Campeonato Amador do Interior em 1921/24/30/31 - Campeão Amador Estadual em 1967 - Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1968
- Campeão da Copa São Paulo de Juniores em 1997
- Campeão da Copa Estado de São Paulo em 1999 - Campeão Paulista da Série A2 em 2001
- Campeão Brasileiro da Série C em 2001
- Campeão da Copa do Brasil em 2005



Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais

Especial Paulistão Parte 3 - Mogi Mirim e Mirassol


Hino do Mogi Mirim Esporte Clube:


O Mogi Mirim Esporte Clube foi fundado no dia 1º de fevereiro de 1932. Um ano após sua criação, o clube se inscreve para a disputa do Campeonato Amador do Interior, seguindo a trajetória da maioria dos clubes do interior paulista, e acaba sagrando-se campeão da competição. Porém, o clube só passa a se profissionalizar no início da década de 1950, com a onda de profissionalização de clubes interioranos promovida pela Federação Paulista de Futebol.

O Sapão, como é conhecido o clube por se localizar em uma cidade muito conhecida por seus brejos, disputa a Terceira Divisão do Campeonato Paulista até o ano de 1975, com alguns anos de ausência em competições oficiais promovidas pela FPF. Porém, o grande crescimento da equipe deu-se apenas na década de 1980, com a chegada de Wilson Fernandes de Barros à presidência do clube no ano de 1981.

Estádio do Mogi Mirim Esporte Clube, construído em 1991
Após essa mudança administrativa, o Mogi Mirim chegaria à divisão de elite do futebol paulista no ano de 1985, ao sagrar-se campeão da Segunda Divisão do Campeonato Paulista empatando com o Tanabi, no Pacaembu, com um time que contava com o “xerife” Chicão e Oscarzinho.

Porém, o ápice do clube foi no início da década de 90, mais precisamente nos anos de 1992 e 1993, quando ficou famoso como o “Carrossel Caipira”, com um time que contava com Rivaldo, Leto e Válber. A equipe ficou assim conhecida por adotar o mesmo esquema tático do “Carrossel Holandês” na Copa do Mundo de 1974. O estreante técnico Vadão (Oswaldo Alvarez), implementou um 3-5-2 perfeito na equipe, que na época ficou conhecida como a equipe interiorana mais difícil de ser batida.

Vadão, o comandante do “Carrossel Caipira”

No ano de 1992, a equipe venceu a Copa 90 Anos de Futebol e o Grupo Amarelo do Campeonato Paulista, sendo que em 1993 o clube conquistou o Torneio Ricardo Teixeira. Porém, a equipe seria rebaixada à Série A2 em 1994, competição da qual seria campeão no ano seguinte, retornando à elite paulista. No ano de 2001, o Sapão conquistou o vice-campeonato da Série C do Campeonato Brasileiro. No ano de 2009, depois de disputar por duas edições seguidas a Série A2 do Paulistão, o Mogi Mirim retornou à elite do Campeonato Paulista.

Montagem feita pelo próprio Rivaldo ao simular sua contratação

  • Curiosidades:
- O presidente Wilson de Barros ficou à frente do Mogi Mirim entre 1981 e 2008, ano em que veio a falecer.

- O estádio do Mogi Mirim foi fundado em 1991 com o nome de Vail Chaves.

- Anos depois, o estádio do Sapão passou a receber o nome do presidente que o construiu, Wilson de Barros.

- Com a morte do Papa João Paulo II, a diretoria do Mogi Mirim resolveu fazer uma homenagem a Karol Wojtyła, dando ao estádio o nome de “Papa João Paulo II”.

- Atualmente, o estádio do alvirrubro leva o nome de Romildo Vitor Gomes Ferreira e tem capacidade para receber 19.900 espectadores.

- As maiores revelações da história do clube são: Capone, Chicão, Denis Marques, Fernando, Leto, Rivaldo, Valber e Zé Luiz.

  • Títulos:

- Campeão Paulista do Interior em 1933

- Campeão Paulista da Segunda Divisão (Série A2) em 1985 e 1995

- Copa 90 Anos de Futebol em 1992

- Torneio Ricardo Teixeira em 1993
- Vice-Campeão da Série C em 2001



Hino do Mirassol Futebol Clube:



O Mirassol Futebol Clube foi fundado no dia 9 de novembro de 1925, sendo que apenas passou a disputar campeonatos profissionais, organizados pela Federação Paulista de Futebol, em 1951, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Porém, no ano seguinte o clube retornou ao amadorismo, situação na qual permaneceu por 7 anos. No ano de 1960, o Mirassol disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, garantindo vaga à Segunda Divisão do estadual paulista, por onde ficou durante 4 anos.

Em 1964, o Mirassol Futebol Clube uniu-se ao Grêmio Recreação Esporte e Cultura, já que pequena cidade do interior paulista não comportava duas equipes. O Grêmio já era campeão da Terceira Divisão do Campeonato Paulista e disputava torneios realizados pela Federação Paulista de Futebol. Então, da união surgiu o Mirassol Atlético Clube, deixando de lado as cores verde e amarela e adotando o azul e o branco do Grêmio.

Entre os anos de 1965 e 1968, o Mirassol disputou a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, paralisando suas atividades no futebol por 2 anos, retornando em 1972 a disputar a Segundona. No ano de 1975, o Mirassol sagrou-se Campeão da Série B da Segunda Divisão do Campeonato Paulista. Porém, após a conquista, o clube não possuía recursos para manter a equipe. Com isso, os dirigentes se reuniram a refundaram o Mirassol Futebol Clube, voltando às cores verde e amarela.

Esquadrão do Mirassol no ano de 1975


O clube retornou aos gramados apenas em 1982 disputando, até 1985, o Campeonato Paulista da Terceira Divisão, ano este em que se sagrou vice-campeão e garantiu vaga à Segundona. Dois anos mais tarde, o Mirassol foi campeão da Segunda Divisão e passou a ter direito de disputar a Divisão Especial do Campeonato Paulista, mais tarde chamada de Divisão Intermediária. Porém, em 1993, o Mirassol caiu novamente para a Segunda Divisão.

Apenas em 1997 o clube conseguiu retornar à Segunda Divisão, que já passava a se chamar Série A2, sendo campeão da Série A3. Nessa campanha vitoriosa, em que conquistou o título ao vencer o Santa Bárbara D’oeste por 1 a 0, o Mirassol revelou o zagueiro Dininho, que posteriormente faria sucesso no São Caetano e no Palmeiras.

Estádio José Maria de Campos Maia


Em 1998, a equipe lutou para permanecer na Série A2, livrando-se por pouco de retornar à A3, e em 1999 e 2000, a equipe quase conseguiu subir à Série A1, assim como em 2001 e 2002. Porém, no ano de 2003, a equipe acabou caindo novamente à Série A3 do futebol paulista. Voltando à A2 no ano seguinte, o clube apenas conseguiria o acesso à divisão de elite do futebol estadual no ano de 2007, quando ficou em 3º na competição, ou seja, na segunda colocação de seu grupo na fase final.

No ano de 2008 o Mirassol ficou na 8ª colocação, sendo que em 2009 ficou em 7º lugar, mas em 2010 conseguiu escapar do rebaixamento apenas na última rodada. Agora, em 2011, a equipe disputará sua quarta Série A1 seguida.

  • Títulos:
-Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1959

-Campeão Paulista da Série A3 em 1997



Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais

Especial Paulistão Parte 1 - Noroeste, Linense, São Bernardo e Americana

O Blog Paradoxos da Bola inicia o ano de 2011 já se preparando para a cobertura do Campeonato Paulista.
O campeonato estadual mais disputado e tecnicamente melhor nivelado, do Brasil o Paulistão, tem início no dia 15/01, portanto, até a estréia do campeonato você leitor poderá conferir aqui no Paradoxos da Bola um Especial que trará a história de todos os clubes participantes da edição 2011 do Paulistão.

Eu, Luiz Nascimento, e Guilherme de Morais escreveremos nesses 15 dias um pouco da história do Campeonato Paulista e grande parte da história de todos os clubes participantes neste ano. Ao todo serão 14 postagens entre os dias 1º e 14 de janeiro. Aqui, você leitor e fanático por futebol, saberá um pouco mais da tradição das equipes do interior, seus brasões, hinos, ídolos, títulos e curiosidades, sem contar com histórias riquíssimas de nosso futebol que ficam perdidas e apagadas no tempo.

Nesta primeira parte do especial falarei a respeito das equipes que subiram à Série A1 do Campeonato Paulista no ano passado. As quatro melhores equipes da Série A2 em 2010 e que disputarão a elite do futebol paulista em 2011 são: Noroeste, Linense, São Bernardo e Americana (ex-Guaratinguetá).
Hino do Esporte Clube Noroeste:



O centenário Esporte Clube Noroeste foi fundado no dia 1º de setembro de 1910 como Sport Club Noroeste. O primeiro jogo do Norusca, como é conhecido o clube da cidade de Bauru, foi contra um selecionado da pequena cidade de São Manuel, conquistando uma vitória por 1 a 0. O estádio Alfredo de Castilho, nome de um dos seus sócios beneméritos mais importantes foi inaugurado a 1º de agosto de 1935, com uma derrota do alvirrubro de Bauru para o Campinas F.C. por 1 a 0.

Capacidade: 18.840 torcedores/Recorde: 22.863 pagantes em 1974 (Noroeste 1x2 Palmeiras)

No ano de 1943, o Norusca conquistou o primeiro título estadual de sua história, sagrando-se Campeão do Interior ao levar a melhor sobre o Guarani de Campinas em duas partidas realizadas no estádio do Pacaembu, na cidade de São Paulo. O alvirrubro venceu a primeira partida por 1 a 0 com um gol do ponta-esquerda Fontes, tendo empatado a segunda partida sem gols e garantindo o título interiorano. Os heróis de 43 foram: Amélio, Xande e Irineu Pé de Boi; Balbino, Sérgio e Chocolate; Lamonica, Crisanto, Adolfrizis, Cirilo e Albércio ou Fontes.

Em março de 1948, o profissionalismo chegou ao clube com a contratação de Anísio, Xandu, Chocolate, Tuim, Ferreirinha e Julinho, que foram os primeiros jogadores do Norusca inscritos como jogadores profissionais. O Noroeste, então, passou então a ter duas equipes: uma profissional, que disputaria o Campeonato Paulista, e outra para jogar o Amador de Bauru.

O primeiro título da 2ª Divisão do Campeonato Paulista veio em 1953, depois de conquistar o título da Série Verde do Campeonato, o Alvirrubro, em uma campanha histórica, conquistou o título da Segundona passando por cima do América de Rio Preto, da Ferroviária de Araraquara, do Paulista de Jundiaí, do Marília e do Bragantino. Ao todo, foram somadas oito vitórias em dez jogos, as quais renderam ao Norusca o primeiro acesso da história à divisão de elite do futebol paulista. Vale lembrar que o título foi assegurado com uma vitória por 2 a 0 sobre o Marília, no Alfredo de Castilho.

No dia 23 de novembro de 1958, em uma partida contra o São Paulo, a torcida alvirrubra levou um dos maiores sustos da história do Norusca. Aos 25 minutos de jogo, percebeu-se que as arquibancadas do estádio Alfredo de Castilho estavam em chamas, fogo este que causou o ferimento de 5 pessoas e afetou algumas casas vizinhas ao estádio. A partida foi retomada no dia 9 de dezembro no estádio do Bauru Atlético Clube e o São Paulo acabou vencendo por 3 a 1. O Norusca só pôde voltar a jogar em seu estádio no dia 5 de julho de 1960, em uma vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras.

Recorde de público em 1974 no jogo Nororeste 1x2 Palmeiras


O Noroeste caiu para a Segunda Divisão do futebol paulista pela primeira vez em 1966, voltando apenas em 1970, só voltando a enfrentar os grandes clubes do estado em 1974, quando conseguiu passar pela seletiva dos clubes do interior, o chamado Paulistinha. Nesse ano, um dos maiores jogadores do clube e que viria a ganhar conhecimento nacional era revelado, tratava-se de Baroninho. Em 1978, o Noroeste disputou pela primeira e única vez o Campeonato Brasileiro, o ponto mais alto de sua história, contando com uma grande contratação, Jairizinho, o “Furacão de 1970”.

A história do Noroeste é marcada por muitos altos e baixos, caindo novamente à Segunda Divisão do estadual em 1981 e voltando em 1984, caindo em 1985 e voltando em 1986, ganhando o apelido de “iô-iô”. A equipe mantém-se na elite estadual até 1993, disputando a primeira “Série A2” da história, mas acaba caindo para a “Série A3”. Em 1995, o Noroeste conquista o título da Série A3 e retorna à A2, caindo novamente em 1999, um dos piores anos de sua história.

Em 2005, enfim, o Nororeste retorna à elite do futebol paulista ganhando uma vaga na Série C do Campeonato Brasileiro, no mesmo ano em que ganha a Copa Federação Paulista de Futebol, podendo disputar a Copa do Brasil de 2006. Seguindo sua trajetória de altos e baixos, o Noroeste cairia à Série A2 novamente em 2009, retornando em 2010, e agora tenta se manter na Série A1 neste ano de 2011.

  • Curiosidades:
- Alfredo de Castilho, nome do estádio, foi diretor da E.F. Noroeste do Brasil entre maio de 1925, nomeado pelo presidente Artur Bernardes, e 1929 e de 1934 até março de 1937. Faleceu em 1947.

- Após pegar fogo e ser reformado, o estádio do Noroeste passou a receber o nome de Ubaldo de Medeiros. O novo estádio só voltaria a se chamar Alfredo de Castilho em 1964, com o Golpe Militar, em decorrência do fato de que Medeiros tinha sido partidário do governo João Goulart. Oficialmente, alegou-se que não se poderia dar nomes de pessoas vivas a obras públicas.

- Em maio de 1964, acontece a primeira vigem internacional. Uma excursão para um torneio em Cochabamba, na Bolívia. Vitórias sobre o Jorge Wilstermann (2 a 1), São José de Oruro (4 a 0) e Aurora, então campeão boliviano (4 a 0).O interesse pelo futebol do Norusca na Bolívia justifica-se pelo fato de um grande número de amistosos que o Noroeste disputava na região da fronteira.

  • Títulos:

- Campeão do Interior Paulista em 1943

- Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1953, 1970 e 1984 - Vice-Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1986

- Campeão Aspirantes em 1990

- Campeão Paulista da Série A-3 em 1995 - Conquista do Acesso para a Série A-2 do Campeonato Paulista em 2004 - Vice-Campeão Paulista da Série A-2 em 2005 (Acesso Série A-1)

- Campeão da Copa Federação Paulista de Futebol 2005 (Conquista de vaga na Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da Série C em 2006)




Hino do Clube Atlético Linense:



O Clube Atlético Linense foi fundado no dia 12 de junho de 1927. Porém, o tradicional clube da cidade de Lins atuou amadoramente até 1944, ano em que passou a participar de competições que eram organizadas pela Federação Paulista de Futebol. Neste ano, o Linense disputou o Campeonato Amador do Interior juntamente com 13 equipes, torneio vencido pelo Guarani de Campinas.

Apenas em 1947, o Linense passou a disputar campeonatos profissionais, sendo o primeiro deles o Campeonato de Profissionais do Interior, idealizado pela FPF para profissionalizar determinadas equipes do interior paulista. No ano seguinte, com a criação da Lei de Acesso (17 de janeiro de 1948), o clube Campeão do Interior (que a partir de então passou a se chamar "2ª. Divisão de Profissionais") passou a ter a oportunidade de disputar a 1ª Divisão.

Esquadrão do Linense em 1964


Em 1948 o Linense chegou à final da 2ª Divisão, mas acabou derrotado pelo XV de Piracicaba, ficando apenas com o vice-campeonato. Em 1949 e 1950, o Linense foi campeão de seu grupo na Segundona, mas não conseguiu chegar à finalíssima na fase final do certame. Em 1951, o Linense chegou novamente à final da 2ª Divisão, mas dessa vez perdeu para o XV de Jaú. Porém, no ano seguinte, a sorte finalmente soprou a favor do “Elefante da Noroeste”, como é apelidado.

Em 1952, o Linense sagrou-se Campeão da 2ª. Divisão, derrotando a Ferroviária de Araraquara por 3 a 0 em uma memorável partida realizada no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, alcançando pela primeira vez em sua história a 1ª Divisão. O “Elefante da Noroeste” protagonizou uma notável campanha em sua estreia na elite do futebol paulista, sendo derrotado apenas uma vez na cidade de Lins, pelo Guarani por 1 a 0. Empatou com o Corinthians por 1 a 1 e obteve triunfos em casa diante dos grandes clubes como o Palmeiras (3 a 2), o Santos (2 a 1), a Portuguesa (1 a 0) e o São Paulo (4 a 1).

Até o ano de 1957, o Linense permaneceu na elite do futebol paulista, disputando a Segundona em 1958 e encerrando suas atividades durante dois anos. O clube apenas voltou aos gramados em 1961, chegando ao quadrangular final das divisões inferiores apenas em 1969. Em 1977, o Linense sagrou-se campeão da 3ª Divisão do futebol paulista ao derrotar o Votuporanguense por 1 a 0 com gol de Paulo Dias, um dos maiores ídolos do clube.

Porém, no ano de 1993, o Linense novamente encerrou suas atividades no futebol, desta vez por longos 5 anos, retornando apenas no estadual de 1998, quando disputou a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, que à época, como hoje, já correspondia ao quarto escalão do futebol estadual. Em 2006, o “Elefante da Noroeste” retornou à Série A3 do futebol paulista ao vencer o Lemense no estádio Gilberto Siqueira Lopes por 2 a 0, com dois gols inesquecíveis de Rai.

No ano seguinte, contando com o auxílio do chamado Grupo de Apoio, uma união das empresas Equipav, Grupo Bertin, Microlins, Amigão Supermercados, Unilins, Laticínios Milklins, Unimed, Nova Schin, Jornal Correio de Lins, Jornal Debate, Prefeitura Municipal e colaboradores com propagandas no Estádio, o Linense fez uma brilhante campanha mas “esbarrou na trave”, perdendo o acesso em um empate por 2 a 2 com a Ferroviária de Araraquara. Porém, neste mesmo ano e ainda com o auxílio do Grupo de Apoio que o Linense sagrou-se vice-campeão da “Copa Federação Paulista de Futebol – Heróis de 1932” garantindo vaga à Série C do Campeonato Brasileiro.

Em 2010, disputando a Série A2 do futebol paulista, o Linense sagrou-se o campeão da competição e agora, em 2011, busca a permanência na Série A1 do futebol paulista.

Jogadores recepcionados pela torcida após o acesso à Série A1


  • Curiosidades:
- O primeiro estádio onde o Linense jogou foi o Estádio Municipal dos Eucaliptos, as arquibancadas deste estádio foram desmanchadas em 1953 e em seu lugar foi construído, em apenas 60 dias, o famoso "Gigante de Madeira".

- O “Gigante da Madeira” foi construído em apenas 60 dias, atendendo as exigências da FPF para a disputa da 1ª divisão. Entre 1959/1960, este estádio foi totalmente desmanchado e seu terreno loteado. Hoje se encontra no local um supermercado.

- O Estádio Gilberto Siqueira Lopes foi inaugurado em 1962 em uma derrota do Linense 4 a 2 para o Botafogo de Ribeirão Preto. O "Gilbertão" tem capacidade para 15.000 expectadores.
- O Linense foi o Clube que revelou Leivinha, ídolo da Portuguesa, do Palmeiras, da Seleção Brasileira e do Atlético de Madrid.

- O Linense foi também o clube que realizou a primeira transferência internacional de jogadores no Brasil, quando negociou o atacante Américo Murolo com a Itália.

- Possui como mascote o "Elefante da Noroeste", devido a alguns episódios que envolveram um desfile de jogadores do clube sobre elefantes de um circo local quando da conquista do campeonato da Segunda Divisão de 1952.

  • Títulos:
-Penta-Campeão da Noroeste Paulista em 1948, 1949, 1950, 1951 e 1952
-Bi-Vice-Campeão Paulista da Segunda Divisão de 1948 e 1952

-Campeão Paulista do Interior em 1952

-Campeão Paulista da Segunda Divisão em 1952
-Vice-Campeão do Torneio Início Paulista de 1955
-Vice-Campeão Paulista da Terceira Divisão de 1976

-Campeão Paulista da Terceira Divisão em 1977
-Vice-Campeão Paulista da Série A3 em 2006
-Vice-Campeão da Copa FPF em 2007

-Campeão Paulista da Série A2 em 2010



Hino do São Bernardo Futebol Clube:



O São Bernardo Futebol Clube foi fundado no dia 20 de dezembro de 2004 com a intuito de representar a cidade do ABC Paulista. No início de 2005, o São Bernardo já disputou o primeiro campeonato oficial de sua história, o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A equipe do ABC passou a jogar no Estádio Municipal Primeiro de Maio, que serve de casa, além do São Bernardo, para o Palestra e o Esporte. O estádio traz em seu nome uma homenagem ao Dia do Trabalho, pois ficou conhecido pelas greves trabalhistas que marcaram a década de 80.

Estádio Primeiro de Maio/Capacidade: 17.000 pessoas


No Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2005, o São Bernardo surpreendeu a todos com uma ótima campanha e o terceiro lugar no campeonato, garantindo o acesso à Série A3. Nos anos de 2006 e 2007 o acesso não foi conquistado, apesar de sempre tê-lo como objetivo. Já no ano de 2008, após começar mal no campeonato, o São Bernardo recuperou-se, classificando-se para a fase final da competição alcançando o vice-campeonato e o acesso à Série A2.

Em 2009, a equipe quase se classificou a Série A1 do futebol paulista, ficando de fora da elite estadual por apenas 2 pontos. Vale lembrar que o São Bernardo obteve a segunda maior média de público da competição e fechou o ano com uma média de 3.500 pagantes por partida. Porém, em 2010, o Bernô, como é conhecido, ficou em 7º lugar na fase de classificação, garantindo-se na fase final. O Tigre, outro apelido do clube e seu mascote, conquistou o segundo lugar do grupo 2 da fase final do campeonato garantindo o acesso à Série A1 do futebol paulista.




Hino do ex-Guaratinguetá:



O Americana Futebol LTDA. foi fundado no dia 1º de outubro de 1998, como Guaratinguetá Esporte Clube situado na cidade de Guaratinguetá até o ano de 2010, transferindo-se à cidade de Americana, onde disputará seus primeiros campeonatos com novo nome e sede a partir de 2011. O Guaratinguetá disputou seu primeiro campeonato profissional em 2000, sendo ele o Campeonato Paulista Série B2, ficando em 3º lugar e conquistando acesso à Série B1 no ano de 2001.

Já em 2002, o Guaratinguetá sagrou-se vice-campeão da Série B1 do futebol paulista, conquistando vaga à Série A3. Em 2004, o Sony Douer, da Sony Sports chega para gerenciar o futebol do clube ao lado do presidente Carlos Arini e o antigo Guaratinguetá Esporte Clube muda o nome para Guaratinguetá Futebol LTDA. Assim, o time terminou o campeonato na 3ª colocação e conseguiu o acesso pro Campeonato Paulista Série A2 de 2005.

Estádio Décio Vita, em Guaratinguetá

No ano de 2006 veio o tão sonhado acesso à Série A1 do futebol paulista, quando o Guaratinguetá classificou-se de forma sofrida, na última rodada, mesmo perdendo para o Barueri por 2 a 1. No ano seguinte, em sua estréia na elite do futebol paulista, o Guaratinguetá sagra-se Campeão do Interior, batendo o Noroeste na cidade de Bauru. Em 2007 veio a redenção, com a melhor campanha da primeira fase do Paulistão, a vaga à Copa do Brasil e a classificação às semifinais da elite do futebol paulista. Na semifinal, a equipe enfrentou a Ponte Preta e foi eliminada após perder as duas partidas (1x0 fora, e 2x1 em casa).

Em 2008, a equipe disputou a Série C do Campeonato Brasileiro juntamente com outras 63 equipes e terminou a competição na 8ª colocação, não conseguindo o acesso mas garantindo vaga na Série C do ano seguinte. No ano seguinte, a equipe é rebaixada à Série A2 do Campeonato Paulista ficando em 17º lugar, e eliminada na segunda fase da Copa do Brasil, pelo Atlético-MG. Porém, com uma reestruturação no meio do ano, a equipe dá a volta por cima e conquista o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

O prefeito de Americana, Diego De Nadai

No ano de 2010, o responsável pelo clube-empresa, Sony Douer, assinou um contrato de 10 anos com a Prefeitura do Município de Americana, transferindo o clube à cidade do interior paulista, deixando o município do Vale do Paraíba, onde situou-se durante 12 anos. Após um desentendimento com a Prefeitura Municipal de Guaratinguetá e a falta de garantias financeiras para a permanência do clube na cidade, o proprietário deixou-se seduzir por uma proposta da cidade de Americana. No novo município, lhe foi prometida toda a infra-estrutura necessária para a manutenção da equipe e auxílio na obtenção de novos patrocinadores.


Por Luiz Nascimento.
http://www.sanguerubroverde.blogspot.com/
Ler Mais
 
Paradoxos da Bola | by TNB ©2010